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08/06/2010 • 16:46
A história dos presos
O presídio é a síntese da miséria humana, tanto para os que cumprem pena, quanto àqueles que trabalham na penitenciária (...)
Você já visitou uma pessoa condenada a cumprir pena no presídio? Qual é a esperança que há
para ela? Qual o caminho da esperança para a humanidade violenta e vingativa?
Uma juíza teve muita compaixão com os presos que estavam numa situação imunda nas celas. Todos, sem exceção, tinham cometido crimes. Por conta própria, não poderiam mais sair da prisão. A juíza sentia dor no coração ao ouvir o relato sobre a situação e o clamor de alguns presos e de seus amigos. Decidiu, então, visitá-los. Perguntou um a um se queriam sair. Ofereceu a chance para todos. E todos responderam que sim. Perguntados, um a um deu a sua versão sobre si.
O primeiro lamentou: “Meritíssima, eu sou homem bom. Foram as minhas amizades que me levaram ao mau caminho. Eles são os culpados de minha prisão”.
O segundo afirmou: “Eu sou homem bom. O pessoal dos direitos humanos deveria fazer mais para me tirar daqui. Eles são os culpados. Por isso estou aqui”.
O terceiro disse: “Eu sou homem bom. A culpa de minha prisão é do homem que tirou as fotos no dia do crime. A culpa de minha prisão é dele”.
O quarto reclamou: “Eu sou homem bom. A igreja faz poucas orações. O pessoal da pastoral carcerária deve fazer mais por mim. Eles são culpados de eu ainda estar aqui”. Todos os outros condenados disseram que eram gente boa e que a culpa da prisão deles era dos outros.
O último da fila veio de cabeça baixa, nem levantou os olhos, dizendo: “Eu sou homem mau. Desobedeci à lei, machucando outra pessoa. Nunca quis saber de Deus e de seu povo. Esforço-me para ser bom, mas sempre fracasso de novo. Se a senhora não me ajudar, estou frito para sempre”.
O presídio é a síntese da miséria humana, tanto para os que cumprem pena, quanto àqueles que trabalham na penitenciária, onde as pessoas se tornam pouco sensíveis pela responsabilidade que tem e pelo risco da própria vida. A poesia da vida fica do lado de fora, com o que todos sonham. |
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